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Jornalista formada em Comunicação Social pela Universidade Federal do Ceará (UFC). É editora digital de Economia do O POVO, onde começou em 2014. Atualmente, cursa MBA em Gestão de Negócios e está andamento de Certificação Internacional em Marketing Digital pela ESPM

Exclusivo: Qair Brasil planeja ser primeira operação comercial de hidrogênio verde do Ceará

A EDP vai implantar a primeira usina de produção de hidrogênio verde (H2V) do Ceará, mas ainda uma unidade piloto, que começará a operar no fim de 2022, no Complexo do Pecém (Cipp)
Tipo Notícia
Gustavo Silva, diretor de Operações da Qair Brasil (Foto: Divulgação)
Foto: Divulgação Gustavo Silva, diretor de Operações da Qair Brasil

A Qair Brasil "está correndo" para ser a primeira empresa com efetiva operação comercial a fixar projeto de hidrogênio verde no Porto do Pecém, no Ceará. A primeira usina mesmo será da EDP, mas ainda uma unidade piloto, que começará a funcionar no fim de 2022.

Já a francesa com braço no País projeta assinar o pré-contrato de uso da área no Pecém entre este mês e o início de 2022. Já o planejamento da operação comercial é com a primeira fase em 2025, a segunda em 2027, a terceira em 2029 e quarta e última em 2031. 

Todo este detalhamento com exclusividade ao O POVO é de Gustavo Silva, diretor de Operações da Qair Brasil. Ele diz que será uma planta de 2.240 megawatts (MW) implantada nestas quatro etapas de 560 MW cada. Serão quase US$ 7 bilhões nesta usina no Complexo para produção de aproximadamente 296 mil ton./ano.

Além do Pecém, planejam também desenvolver o projeto Complexo Eólico Offshore Dragão do Mar para gerar energia elétrica para a planta de eletrólise com capacidade instalada de 1.216 GW, localizada na plataforma continental da costa de Acaraú. 

"Hoje estamos com dois projetos de hidrogênio verde. Um aqui no Porto do Pecém e outro no Porto de Suape (Pernambuco). Muito da vinda para o Ceará é muito por conta da sinergia que está se criando no Estado por meio do hub de hidrogênio verde", acrescenta Gustavo.

O executivo esteve nesta sexta-feira, 3 de dezembro, na Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), onde foi assinada a norma regulamentadora nacional do sistema de energia híbrido, autorizando o funcionamento de parques de geração de energia solares e eólicos ao mesmo tempo, e de outros tipos de energia.

Assim, parques eólicos, por exemplo, que já existem, com licença ambiental e infraestrutura de rede, já montados, poderão ampliar suas produções com energia solar, com complementação de carga. 

Sobre a autorização para operar com sistemas híbridos, Gustavo afirma que vê como uma grande oportunidade.

"Temos vários projetos eólicos e solares que trabalhavam um ou outro na mesma área, mas em plantas diferentes, não era híbrido. Esse marco regulatório agora é importante porque a gente consegue dar outro viés, em que a gente aproveita a mesma área para fontes diferentes para nossas operações", diz Gustavo.

Da carteira de projetos de aproximadamente 6 GW da Qair Brasil, uma parte é para o Ceará. Em operação são 300 MW no Estado. Desde 2020, a empresa, investiu R$ 2 bilhões no desenvolvimento em planta que já vem em construção no Trairi. 

A subsidiária da francesa Qair Internacional possui o Complexo Eólico Serra do Mato em Trairi, que será formado por 29 torres V150 Vestas, de aproximadamente 58 toneladas de aço e 125 metros de altura, cada, distribuídas em seis parques eólicos com capacidade total instalada de 121,8 MW. O empreendimento contará também com a instalação de outros 101 MW em projeto solar.

O Complexo Eólico Serra do Mato trata-se de uma expansão do Complexo Eólico Serrote (205 MW). "No último leilão ganhamos um projeto solar de 430 MW em Icó, que deve entrar em operação parte em 2023 e parte em 2024", complementa.

A Qair Internacional detém operações em 16 países e está no Brasil desde o início de 2018, com sede administrativa em Fortaleza.

Usina piloto da EDP 

O primeiro investimento, mas ainda piloto, de R$ 41,9 milhões, em hidrogênio verde, no Ceará será da EDP. A primeira usina de produção desse tipo de hidrogênio no Brasil serve como impulso para novos investimentos no Estado.

A EDP é quem opera a termoelétrica do Pecém, gerando em torno de 740 megawatts (MW), quase metade do consumo de energia do Ceará, formalizando mais de 350 empregos diretos no Porto do Pecém. A nova usina tem capacidade de 3 MW e um módulo eletrolisador de última geração para produção do combustível com garantia de origem renovável, com perspectiva de começar a operar em dezembro de 2022.

 

 

 

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