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O petróleo venezuelano e o impacto na Margem Equatorial
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Jornalista formada em Comunicação Social pela Universidade Federal do Ceará (UFC). É editora digital de Economia do O POVO, onde começou em 2014. Atualmente, cursa MBA em Gestão de Negócios e tem Certificação Internacional em Marketing Digital pela ESPM e DMI da Irlanda

O petróleo venezuelano e o impacto na Margem Equatorial

Ir na contramão do mercado com o aporte mirando combustível fóssil é outro reflexo que se gera no segmento de energias renováveis, foco de investimentos de estados como o Ceará
Tipo Opinião
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Litoral cearense também compõe a chamada Margem Equatorial (Foto: Aurélio Alves)
Foto: Aurélio Alves Litoral cearense também compõe a chamada Margem Equatorial

"Doutrina Monroe é algo grande. Agora chamo de Doutrina Trump. Não esqueceremos disso. Sob nossa nova estratégia de segurança nacional, a dominância no Hemisfério Ocidental jamais será questionada novamente".

As palavras de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, após o ataque à Venezuela, são diretas em evidenciar como a América Latina sempre foi vista pelos norte-americanos: um mero quintal. O que foi dito reverbera sobre toda a América do Sul e, para o Brasil, vira um risco para a viabilidade da Margem Equatorial, quando o que se vislumbra é uma queda do preço do petróleo.

Sobre o produto, somente o insumo venezuelano, a maior reserva comprovada do mundo (303 bilhões de barris), tem potencial de bancar oito anos de fornecimento para todo o globo caso fosse completamente extraída, conforme avalia Ricardo Pinheiro, diretor de comunicação da Associação dos Engenheiros da Petrobras ( Aepet) RN/CE e da RPR Engenharia e Consultoria.

Até o governo Maduro, a produção de petróleo na Venezuela não estava em grandes proporções. O especialista considera baixo o volume que estava em torno de um milhão de barris por dia de venda de petróleo, comercializados sobretudo para a China, desagradando Trump, que agora deve acelerar nessa extração.

Ricardo vai além e cita que o país sul-americano tem muitos minérios, como ouro, e as chamadas terras raras, visto que os Estados Unidos não têm grandes reservas".

Para ele, não é questão política nem de drogas. "A motivação é passar mesmo a mão no petróleo venezuelano. Essa questão vai gerar instabilidade do mercado, porque o petróleo já está muito barato hoje e as ações podem levar a uma queda maior e afastar as empresas de petróleo se ele ficar muito barato, pois o insumo venezuelano é de difícil refino". O brent (barril de petróleo) está hoje na casa dos US$ 60.

Além do superabastecimento de petróleo, o investimento em energias renováveis em crescimento, com a eletrificação de veículos, impacta nesse mercado.

"O Brasil sai prejudicado um pouquinho, porque está explorando a Margem Equatorial, que precisa de muito capital para ser investido para garantir a produção. O petróleo a baixo preço torna difícil a viabilidade da exploração das reservas da foz do Amazonas."

Ir na contramão do mercado com o aporte mirando combustível fóssil é outro reflexo que se gera no segmento de energias renováveis, foco de investimentos de estados como o Ceará, por exemplo.

Politicamente, ter uma frota norte-americana bem perto, com a soberania constantemente ameaçada, também é prejudicial para o Brasil.

"Pode ser que dentro dos desejos imperialistas do Trump, ele venha a tentar controlar todo o mercado aqui na América do Sul. Isso não é bom, já está prejudicando o Brasil, pois toda a tensão sobre a soberania do País prejudica uma série de decisões do Governo Federal", avalia.

Sellene

O conglomerado cearense Grupo Sellene anunciou o fechamento de parceria com a Jasmine, marca de alimentos saudáveis do Grupo M. Dias Branco.

A venda do produto pela empresa, com foco no segmento de saudabilidade, foi oficializada em encontro que reuniu lideranças dos dois grupos e teve como foco o alinhamento estratégico e a construção de projetos voltados à ampliação do acesso a produtos saudáveis.

Shopee

A lista de produtos e tendências que marcaram o consumo dos cearenses na Shopee em 2025 foi liderada por bicicleta ergométrica.

Talvez para acompanhar o embalo, veio a caixa de som, em seguida, os consumidores do Ceará compraram mais lençol de casal 400 fios, smartphone, projetor 4k, módulo amplificador, ar-condicionado, lavadora de alta pressão, torneira inox e fone de ouvido sem fio.

No País, o top ficou com smartphone, projetor 4K, caixa de som, bicicleta ergométrica e parafusadeira.

Arco Educação

Ari de Sá Neto, CEO e fundador da Arco Educação, projeta crescimento de 17% em receita para 2026, em entrevista exclusiva à coluna.

No fechamento do ano passado, cujo resultado ainda é calculado, ele acredita que a empresa chegue a 4 milhões de alunos e R$ 3 bilhões em receita. Esse montante já foi 15% superior frente a 2024.

De produtos que ele vislumbra maior crescimento, soluções que focam em habilidades socioemocionais, sobretudo após a pandemia, com o cuidado para a saúde mental, entram na busca dos colégios.

A "Escola da Inteligência", fundada pelo psiquiatra Augusto Cury, tem sido bem aceita pelas escolas, segundo o empresário. O segundo produto é o próprio inglês. Assim a Arco oferta plataformas, livros, avaliação e parceria com Cambridge.

Multipropriedade no Ceará

As empresas de multipropriedade avançam no Ceará. De olho em Jericoacoara e região, a Gav Resorts inaugurou no município de Cruz o Jeriquiá Lagoa Resort.

Em terreno de 56 mil m², são 300 unidades entre bangalôs e apartamentos, divididos em três blocos. O empreendimento fica ao lado do Jeriquiá Dunas Resort, instalado na Lagoa do Paraíso.

O Jeriquiá Lagoa Resort terá piscina batizada de Grand Pool. Com 5 mil m² e inspirada na Lagoa do Paraíso. O início da operação do resort vai acontecer no segundo semestre de 2026. 

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