Davi Rocha é um gamer inveterado e professor universitário com uma pitada de publicitário. Sua paixão por videogame o leva a tentar desvendar as camadas mais profundas das narrativas interativas e mecânicas dos jogos atuais. Com uma análise apurada e uma abordagem que une teoria e prática, apenas aborda os principais lançamentos, mas também conecta pontos interessantes entre a cultura pop e estratégias de marketing e comunicação
Foto: Divulgação
O que a maior feira de tecnologia entregou sobre o futuro do mercado gamer
A Consumer Electronics Show (CES) de 2026, realizada em Las Vegas, representou um ponto de virada definitivo para o setor de tecnologia de jogos. Se antes as feiras eram marcadas pela disputa por potência bruta e contagem de teraflops, esta edição consolidou a era da "Computação Adaptativa".
A corrida pelo desempenho cedeu lugar a aperfeiçoamentos de software via IA e uma busca inédita por imersão física e novos formatos de hardware.
NVIDIA: o triunfo do software
A estratégia da NVIDIA reforçou que o software agora supera o silício. A versão 4.5 do DLSS introduz uma capacidade de geração de quadros expandida, capaz de interpolar até seis quadros sintéticos para cada quadro renderizado nativamente, algo essencial em um mercado com monitores com taxas de atualização cada vez mais rápidas.
Simultaneamente, a empresa americana também apresentou o G-Sync Pulsar 2.0, tecnologia que pretende eliminar o borrão de movimento ajustando a voltagem de cada pixel com base na temperatura do painel, garantindo clareza absoluta em altas frequências.
No campo dos displays e monitores, Samsung e LG têm buscado com suas novidades, o rompimento dos limites da física.
A Samsung chocou o mercado com o Odyssey G6, o primeiro monitor a atingir 1040Hz de taxa de atualização de quadros, além do Odyssey 3D, um painel 6K que utiliza rastreamento ocular para criar 3D sem óculos.
Em resposta direta, a LG apostou na durabilidade e brilho com a tecnologia Tandem WOLED, trazida no monitor UltraGear GX7, que empilha camadas de emissores orgânicos para oferecer modos duplos de operação (540Hz QHD ou 720Hz FHD), prometendo performance de esports com qualidade de imagem cinematográfica.
Razer: computação afetiva e imersão total
A Razer roubou a cena ao apresentar sua visão de "Computação Afetiva", onde o hardware interage com a fisiologia do jogador. O destaque foi o Project Motoko, um headset conceitual que utiliza visão computacional para "enxergar" o jogo e aconselhar o usuário em tempo real.
A empresa também revelou a Project Madison, uma cadeira com feedback háptico de corpo inteiro que traduz sons do jogo em sensações físicas complexas, e o Project AVA, um assistente holográfico que cria vínculos emocionais com o usuário, transformando, segundo a propria marca, a interface do PC em uma “experiência viva”.
No universo dos controles, uma convergência curiosa se deu entre a GameSir e a 8BitDo. Ambas identificaram uma demanda reprimida pela emulação vertical (estilo Game Boy e Nintendo DS) em smartphones.
O GameSir Pocket Taco e o 8BitDo FlipPad são dispositivos móveis em formato de concha (tipo clam-shell) quase idênticos em proposta: transformar o celular em um console portátil dobrável e protegido.
HP EliteBoard: a reinvenção do desktop
Talvez a inovação mais disruptiva em termos de formato tenha vindo da HP com o EliteBoard G1a. A empresa reviveu o conceito dos computadores domésticos dos anos 80, integrando um PC completo de alta performance dentro do chassi de um teclado premium.
Com processadores focados em IA e em eficiência, o dispositivo elimina a necessidade de uma CPU, oferecendo uma estação de trabalho (ou de divertimento) poderosa que pode ser transportada em uma mochila e conectada a qualquer monitor.
Seja através de teclados que são computadores, monitores que ultrapassam 1000Hz ou periféricos que ‘sentem’ e ‘veem’ o jogo, a inovação agora reside na tentativa de criar e manter uma infraestrutura invisível ao redor do jogador e na criatividade, mirando em deixar o setup gamer cada vez mais imersivo.
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