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O papel de Cid na manutenção do veto da Dosimetria
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João Paulo Biage é jornalista há 13 anos e especialista em Comunicação Pública. De Brasília, acompanha, todos os dias, os passos dos parlamentares no Congresso Nacional e a movimentação no Palácio do Planalto, local de trabalho do presidente. É repórter e comentarista do programa O POVO News e colunista do O POVO Mais

O papel de Cid na manutenção do veto da Dosimetria

Senador lidera o PSB, que entregou votos a favor da matéria. A pedido de Lula, Geraldo Alckmin e João Campos vão negociar para que senadores da sigla mantenham o veto
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SENADOR Cid Gomes (Foto: FERNANDA BARROS)
Foto: FERNANDA BARROS SENADOR Cid Gomes

O PSB pegou quase todo mundo de surpresa ao fechar questão a favor do PL da Dosimetria. O partido do vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB-SP), deu 4 votos a favor da matéria, com todos os senadores da sigla aprovando a redução de penas para envolvidos na tentativa de golpe de Estado.

Os votos pessebistas não foram primordiais, mas engordaram a vantagem a favor da oposição, que conseguiu aprovar o texto com 48 votos - 7 a mais que o necessário. O veto de Lula, porém, deve mudar a conjuntura. O ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT-BA) já entrou em contato com Alckmin e João Campos (PSB-PE), que é presidente do partido. Eles vão entrar em contato com toda a bancada do partido para reverter os votos.

O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), também se comprometeu a procurar Cid Gomes (PSB-CE), que lidera o PSB na Casa Alta. Os governistas contam com os votos do partido para manter o veto dado por Lula, e Cid terá papel fundamental nessa articulação. A ideia é que ele seja um interlocutor junto a Chico Rodrigues (PSB-RR), Flávio Arns (PSB-PR) e Jorge Kajuru (PSB-GO) para garantir os votos.

Chance do governo está no Senado

A tentativa de manter o veto dado por Lula passa pela articulação com os senadores, e não só com Cid e os pessebistas. Como o Senado aprovou o texto com 48 votos e são necessários 41 para derrubar a decisão de Lula, os governistas vão atuar junto aos senadores mais governistas para virar os votos.

A busca é por nomes de PSD, MDB e União Brasil, além, é claro, do PSB. Lula tenta uma reaproximação de Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que ficou chateado pela escolha de Jorge Messias para a cadeira vaga no Supremo Tribunal Federal. O mineiro é cotado para substituir Ricardo Lewandowski no Ministério da Justiça.

Outra situação que mudou do dia da votação no Senado para cá foi a relação entre Lula e Davi Alcolumbre (União-AP). O presidente da Casa Alta voltou a se encontrar com Lula e até indicou Otto Lobo para a presidência da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

São esses os cálculos que Lula faz para tentar manter o veto. Há chances, mesmo que baixas.

Gleisi gostou da ideia de ter Camilo no MJ

A sugestão dada pelo líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), de realocar o ministro da Educação, Camilo Santana (PT-CE), no Ministério da Justiça agradou à ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT-PR). A interlocutores, a mulher-forte da articulação política do governo disse ter concordado com a opção, mas não para 2026.

O impeditivo é, justamente, as eleições de outubro. Camilo é essencial para as campanhas de Lula e Elmano de Freitas à reeleição, ou até mesmo ser opção como candidato ao Governo do Estado. Camilo, porém, pode mudar de pasta em 2026 caso o presidente Lula seja reconduzido à cadeira presidencial.

Foto do João Paulo Biage

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