Lucas Mota é editor-chefe de Esportes do O POVO e da rádio O POVO CBN. Estudou jornalismo na Universidade 7 de Setembro e na Universidad de Málaga (UMA). Ganhou o Prêmio CDL de Comunicação na categoria Webjornalismo e o Prêmio Gandhi de Comunicação na categoria Jornalismo Impresso, e ficou em 2º lugar no Prêmio Nacional de Jornalismo Rui Bianchi
Foto: Matheus Amorim / Fortaleza EC
Tucu Herrera comemora gol no jogo Bahia x Fortaleza, na Fonte Nova, pelo Campeonato Brasileiro Série A 2025
O Fortaleza já atingiu quase 70% da meta de vendas de atletas estipulada no orçamento de 2026, fixada em R$ 65 milhões, número tratado desde o início como improvável quando a informação se tornou pública. Apesar das diversas rescisões no elenco de 2025, quatro jogadores negociados neste mercado da bola já renderam mais de R$ 45 milhões ao clube.
A maior transação envolve Tucu Herrera, vendido pelo Fortaleza ao Bragantino. As cifras giram em torno de R$ 25 milhões, conforme apuração do Esportes O POVO. Deste montante, o Tricolor receberá R$ 17,5 milhões, equivalentes a 70% dos direitos econômicos que detinha, enquanto os outros 30% pertencem ao Argentinos Juniors-ARG. Uma parte da quantia destinada ao Pici será repassada a um investidor, que ajudou na aquisição do atleta em julho do ano passado.
Na sequência aparece a negociação de Alex Amorim. Embora já não estivesse mais no Fortaleza, o clube do Pici mantinha percentual do jogador. O meio-campista foi vendido pelo Alverca-POR ao Genoa, da Itália, por 8 milhões de euros, segundo a imprensa portuguesa. O Tricolor tem direito a 30% da transação, o que representa cerca de R$ 15 milhões.
Além disso, o clube português adquiriu outros 20% do Fortaleza por R$ 3 milhões antes da venda ao Genoa. A operação já estava prevista em contrato firmado entre as partes em 2025, quando o Leão negociou Amorim com o Alverca, com opção de compra do percentual por valor fixado.
O atacante Breno Lopes também foi negociado com o Coritiba por R$ 15 milhões. O Fortaleza tinha direito a 50%, R$ 7,5 milhões, enquanto a outra metade pertencia ao Palmeiras. Vale ressaltar que a transferência envolveu o abatimento de R$ 2,5 milhões referentes a uma dívida do Tricolor com o Coxa pela contratação do zagueiro Kuscevic.
Por fim, o Fortaleza receberá cerca de R$ 2,35 milhões pela venda de Ryan Guilherme ao Rio Ave, de Portugal, por meio do Cruzeiro. Em 2025, o clube mineiro adquiriu o volante, que sequer estreou pelo time profissional do Pici, pagando R$ 4,5 milhões por 40% dos direitos econômicos. O Leão manteve 15% para uma futura negociação, concretizada nesta temporada.
A Raposa vendeu Ryan ao Rio Ave por R$ 15,7 milhões e repassará os 15% ao Fortaleza.
Até o momento, o acumulado das negociações supera R$ 45 milhões. Com ainda 11 meses pela frente, o clube cearense precisa movimentar cerca de R$ 20 milhões para atingir a meta estipulada para 2026.
Entre os ativos do elenco, três jogadores têm mercado e potencial para cifras mais elevadas: os atacantes Bareiro e Moisés, além do meia Pochettino. Neste momento, porém, a diretoria pretende mantê-los a pedido do técnico Thiago Carpini.
Outros três atletas emprestados contam com cláusulas de opção de compra em contrato: Matheus Pereira, no Corinthians, Mancuso, no Estudiantes, e Guzmán, no América de Cali.
Cabe lembrar que o Fortaleza não divulgou oficialmente os valores de nenhuma transação realizada em 2026. A promessa é abrir os números em coletiva de imprensa após o fechamento da janela de transferências, em março. As cifras citadas na coluna são estimativas.
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