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Jornalista especializado em esportes olímpicos. Trabalhos na TV Record, Yahoo, rádios Gazeta e Eldorado em São Paulo

Resumo da participação brasileira em Tóquio - última parte

Boxe foi o carro-chefe de medalhas brasileiros na Olimpíada, Ana Marcela Cunha finalmente foi campeã na maratona aquática, Hugo Calderano ficou sem pódio, mas fez história no tênis de mesa e brasileiros deram azar no wrestling
Tipo Opinião
Ouro de Hebert Conceição foi uma das oito medalhas olímpicas brasileiras na história do boxe (Foto: Wander Roberto/COB)
Foto: Wander Roberto/COB Ouro de Hebert Conceição foi uma das oito medalhas olímpicas brasileiras na história do boxe

Começo pelo boxe, esporte com o melhor resultado para o Brasil no quadro de medalhas: um ouro, uma prata e um bronze. Acabou sendo o “carro-chefe” — título que coube em outras edições a diferentes esportes, como judô, vôlei e vela.

Antes do início dos Jogos, as apostas eram na medalha garantida de Bia Ferreira e mais uma no masculino. O resultado de três pódios portanto, foi acima do esperado. Hebert Conceição vinha de medalha de bronze em Mundial. Em Tóquio, venceu duas lutas para chegar às semifinais e eliminar os dois últimos campeões mundiais: o russo Gleb Bakshi e o ucraniano Oleksandr Khyzhniak. Na decisão, perdia do ucraniano até o terceiro round, quando nocauteou o adversário, fato raro no boxe olímpico.

Bia Ferreira é a atual campeã mundial e entrou como favorita ao ouro, principalmente após três vitórias convincentes. Mas perdeu a final para a irlandesa Kelly Harrington, também campeã do mundo. A terceira medalha do boxe do Brasil foi surpreendente: o bronze de Abner Teixeira. A luta decisiva para a conquista dele foi a da estreia, diante do britânico Cheavon Clarke.

O boxe brasileiro, que obteve a primeira medalha em 1968, com Servílio de Oliveira e demorou 44 anos para a segunda com Esquiva Falcão, Yamaguchi Falcão e Adriana Araújo, somou nas três últimas edições olímpicas um total de sete medalhas.

No quadro geral de medalhas do boxe em Tóquio, o Brasil ficou em quarto lugar. A liderança foi de Cuba, com quatro ouros e um bronze, seguida por Grã-Bretanha e Rússia. Decepcionantes as participações de Estados Unidos (zerado em ouros), Cazaquistão e Uzbequistão. Os dois países asiáticos tinham ficado no top-4 em 2016.

Tênis de mesa

No tênis de mesa, a inédita medalha não veio, mas Hugo Calderano se tornou o primeiro brasileiro a terminar entre os oito melhores em uma Olimpíada. A imbatível China deixou escapar um dos cinco ouros em disputa, com a derrota na final da dupla mista para o Japão.

Maratona aquática

Na maratona aquática, finalmente Ana Marcela Cunha conseguiu o ouro, em sua terceira participação olímpica, repetindo o desempenho que tem no circuito mundial, em que domina a maioria das provas. Com atuação impecável, faturou pela primeira vez um ouro para o Brasil na modalidade. No masculino, a vitória também foi do favorito: o alemão Florian Wellbrock, atual campeão mundial.

Wrestling

No wrestling, os três brasileiros deram azar nos sorteios e foram eliminados logo na primeira luta e sem poderem ter chances de repescagem: Aline Silva, Laís Nunes e Eduard Soghomonyan. O Japão levou 5 dos 18 ouros em disputa, sendo quatro no feminino. Destaques também para a Rússia, com quatro ouros e Estados Unidos, três. 

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