Neila Fontenele
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Colunista de Economia, Neila Fontenele já foi editora da área e atualmente ancora o programa O POVO Economia da rádio O POVO/CBN e CBN Cariri.

Opinião

Combustíveis: jogo de empurra não resolve o problema

Fernanda Pacobahyba, secretária da Fazenda do Ceará
Fernanda Pacobahyba, secretária da Fazenda do Ceará

OGoverno Federal jogou para os estados a responsabilidade pelo preço da gasolina acima de R$ 5, do diesel a quase R$ 4, e do botijão de gás chegando próximo a R$ 100. De uma hora para outra, parece que houve uma crise de amnésia e a União esqueceu a elevação do câmbio e a política da Petrobras, que, desde o governo de Michel Temer, permitiu a flutuação dos preços de acordo com o mercado internacional. Não há dúvida que uma alíquota de 25% é alta e pesa sobre o preços dos produtos, mas não foi essa a razão dos aumentos.

No Ceará, a secretária de Fazenda, Fernanda Pacobahyba, destaca que a alíquota do ICMS no diesel é a mesma desde 1998. "No tocante à gasolina, temos a mesma alíquota há 5 anos", acrescenta.

Todos os secretários se manifestaram, através de uma carta, às declarações do Governo Federal sobre a responsabilidade dos aumentos dos combustíveis. Pacobahyba ressalta que os estados estão dispostos a dialogar, mas com profundidade e sem emoção, levando em conta as necessidade dos entes federativos e o papel de cada um, "tornando pública, transparente e técnica a discussão".

Essa política de repasse de responsabilidade sobre os aumentos dos combustíveis não ajuda em nada na solução do problema, mas alguns setores aplaudem a posição do Governo Federal. Além da divisão ideológica, há uma visão de que foi lançada, mais uma vez, luz ao problema da carga tributária sobre o setor.

Fica a pergunta: esse é o momento para divisões e picuinhas entre estados e Governo Federal? Em plena pandemia, diante da necessidade de recursos de apoio aos setores mais fragilizados e de ampliação de recursos para a área de saúde, essa briga não interessa.

Renato Roseno (Psol)
Foto: O POVO
Renato Roseno (Psol)

R$ 350

RENDA BÁSICA NO CEARÁ

O deputado Renato Roseno (Psol) quer instituir um programa de renda básica estadual. O projeto indicativo pretende atender pessoas em condições de vulnerabilidade social. A proposta foi protocolada na Assembleia Legislativa na semana passada e prevê benefício mensal no valor de R$ 350, pago prioritariamente a famílias chefiadas por mulheres com filhos até seis anos e beneficiárias do Programa Bolsa Família.

Governo

APOIO AOS EVENTOS

O Governo do Estado deu ontem um passo importante para socorrer o setor de eventos, parado há 11 meses. A área de cultura foi a mais beneficiada: recebeu suporte de R$ 86 milhões, dos quais R$ 18 milhões do governo e R$ 68 milhões da Lei Audir Blanc, que está em curso. Na área corporativa, o incentivo foi de R$ 4 milhões, mas certamente será preciso mais união e apoio para esse segmento se restabelecer.

Polo Químico

INAUGURAÇÃO EM MARÇO

A abertura oficial do Polo Químico de Guaiúba já tem data definida: a inauguração fará parte das comemorações de aniversário do município no dia 17 de março. O empreendimento, articulado pelo Sindquímica-CE, representa um investimento de R$ 100 milhões.

Inteligência emocional

CONGRESSO DE EDUCAÇÃO

Congresso online da área de educação pretende discutir novas tecnologias e inteligência emocional. O evento, promovido pelo Sistema Fecomércio Ceará, será realizado de 24 a 26, totalmente online, com o objetivo de lançar um novo olhar sobre as necessidades do educador neste cenário de pandemia. As inscrições podem ser feitas através do site da entidade.

Sem folia

MONSENHOR TABOSA

A Avenida Monsenhor Tabosa, cujos lojistas vinham diversificando os negócios da área, precisará de um esforço maior para manter as suas atividades. Quem passou ontem pela via percebeu um grande número de unidades fechadas.

2021

EMPRESAS FAMILIARES

As empresas familiares brasileiras mantiveram metas ambiciosas para 2021 e 2022. O estudo Family Business Survey 2021, da PwC, mostra que 78% das companhias projetam crescimento para este ano, mesmo com o cenário de pandemia. O otimismo é oriundo do desempenho antes da Covid-19, no qual 63% experimentaram crescimento e apenas 13% registraram redução nas vendas.

 

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