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Setor de rochas do CE mais que dobra exportações e aumenta destinos em 93%
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Economia

Setor de rochas do CE mais que dobra exportações e aumenta destinos em 93%

Números confirmam projeção noticiada em primeira mão pelo O POVO em dezembro passado, de o ano de 2025 representar o décimo seguido de expansão do setor
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EXPORTAÇÃO de rochas é feita pelo Porto do Pecém (Foto: FCO FONTENELE)
Foto: FCO FONTENELE EXPORTAÇÃO de rochas é feita pelo Porto do Pecém

A exportação de rochas ornamentais no Ceará em 2025 fez com que o setor mais que dobrasse de tamanho e ampliasse em 93% o número de países para os quais envia as cargas, segundo atesta a publicação Setorial em Comex - Rochas Ornamentais, elaborada pelo Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (CIN/Fiec) com base em dados da plataforma Comex Stats.

O envio de minerais explorados em território cearense para fora do País somou US$ 108,83 milhões no ano passado, o que representou uma expansão de 145,6% sobre os US$ 48 milhões contabilizados um ano antes. A expectativa foi adiantada pelo O POVO em dezembro passado, quando se projetava o décimo ano seguido de crescimento do setor no Estado.

No cenário promissor confirmado, ainda corroboram para alcançar marcas históricas o número de destinos para os quais as rochas cearenses foram enviadas, que saltaram de 15 para 29, conforme os números observados ao término de dezembro.

"Foi um ano espetacular, mas não surgiu do nada. Essa é a evolução de um processo que, no caso da mineração, começa com as pesquisas, evolui para a caracterização tecnológica dos materiais, depois começa a fazer o trabalho comercial, participar de eventos, visitar clientes e aí se vê o crescimento", observa Carlos Rubens Alencar, presidente do Sindicato da Indústria Mármores Granitos do Estado do Ceará (Simagran-CE).

Com pedras desejadas pelo mundo todo, o Estado tem se destacado em missões internacionais a partir da atividade empresarial. A última, da qual o presidente do Simagran participou e O POVO também trouxe em primeira mão, foi nos Emirados Árabes e teve como foco a formação de um hub para comercialização das rochas brasileiras no Oriente Médio.

Karina Frota, gerente do CIN e colunista do O POVO, concorda com o empresário e avalia que "os resultados confirmam um movimento consistente de fortalecimento da base exportadora do setor mineral cearense". No comunicado publicado pela Fiec, ela diz que "o avanço está associado à combinação entre maior valor agregado, diversificação da pauta e ampliação dos mercados de destino, fatores que elevam a competitividade do Ceará no comércio internacional."

Quartzitos em destaque

As elevações no montante exportado e nos destinos contaram ainda com a ampliação da pauta exportadora, que cresceu 25% em número de produtos - de 8 para 10, segundo comparativo entre 2024 e 2025 feito no estudo do CIN/Fiec. Mas o principal destaque foram os quartzitos.

Dos US$ 108 milhões em rochas ornamentais vendidas ao exterior, US$ 77,51 milhões corresponderam a este tipo de pedra, demonstrando o tamanho do interesse dos estrangeiros nos produtos extraídos do solo cearense. A cifra corresponde a um aumento de 178,1% sobre os US$ 27,87 milhões comercializados em 2024.

Na segunda colocação estiveram "outras pedras de cantaria", com US$ 22,31 milhões. Em seguida, tiveram mais peso nas exportações do setor os granitos, que nas três categorias de itens embarcados, somaram US$ 8,23 milhões.

"E 2026 deverá ser um ano em que as exportações irão crescer mais, porque tem muitos materiais novos entrando no mercado que já passaram por essa fase do desenvolvimento. As pesquisas já avançaram. Já foram feitos os testes de mercado e as empresas estão começando a ter mais demanda", projetou Carlos Rubens.

Quem tem interesse nas rochas cearenses?

Quando se observa os destinos para os quais as cargas partem do Porto do Pecém, não houve uma mudança drásticas nos principais interessados nas rochas ornamentais cearenses, de acordo com os números levantados pelo CIN/Fiec.

A Itália continua liderando o ranking de principais compradores e fechou 2025 como compradora de mais da metade (51%) da exportação de rochas cearenses. De janeiro a dezembro do ano passado, foram US$ 55,40 milhões desembolsados pelos italianos, o que representou uma alta de 119,6% sobre os US$ 25,23 milhões do ano anterior.

Mas quem mais aumentou o interesse pelas cargas cearenses foram os chineses, cujo aumento das compras foi quatro vezes maior (305,1%). No fim das contas, a China ampliou as compras de mineradores cearenses de US$ 6,14 milhões para US$ 24,90 milhões nos dois últimos anos.

Já os Estados Unidos, onde estão os principais parceiros comerciais dos cearenses, subiu as exportações de rochas em 24% em 2025, encerrando o período desembolsando um total de US$ 22,38 milhões. Turquia (US$ 1,74 milhão) e Índia (US$ 901,67 mil) fecham a lista dos cinco maiores importadores de rochas ornamentais do Ceará.

RIQUEZA MINERAL: POTENCIAL ECONÔMICO E DE EXPLORAÇÃO NO CEARÁ

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Ranking de exportadores

Municípios que mais exportaram rochas no Ceará

  • Uruoca:US$ 24,31 milhões
  • Caucaia:US$ 15,38 milhões
  • Santa Quitéria: US$ 11,90 milhões
  • Morrinhos: US$ 7,76 milhões
  • Santana do Acaraú: US$ 3,20milhões

Estados que mais exportaram rochas no Brasil

  • Espírito Santo:US$ 1,15 bilhão
  • Minas Gerais:US$ 134,43 milhões
  • Ceará: US$ 108,83 milhões
  • Bahia: US$ 31 milhões
  • Rio Grande do Norte: US$ 15,82 milhões

Itália lidera procura, mas maior alta vem da China

Quando se observam os destinos para os quais as cargas partem do Porto do Pecém, não houve uma mudança drástica nos principais interessados nas rochas ornamentais cearenses, de acordo com os números levantados pelo CIN/Fiec.

A Itália continua liderando o ranking de principais compradores e fechou 2025 como compradora de mais da metade (51%) da exportação de rochas cearenses.

De janeiro a dezembro do ano passado, foram US$ 55,40 milhões desembolsados pelos italianos, o que representou uma alta de 119,6% sobre os US$ 25,23 milhões do ano anterior.

Mas quem mais aumentou o interesse pelas cargas cearenses foram os chineses, cujo aumento das compras foi quatro vezes maior (305,1%). No fim das contas, a China ampliou as compras de mineradores cearenses de US$ 6,14 milhões para US$ 24,90 milhões nos dois últimos anos.

Já os Estados Unidos, onde estão os principais parceiros comerciais dos cearenses, subiram as exportações de rochas em 24% em 2025, encerrando o período desembolsando um total de US$ 22,38 milhões.

Turquia (US$ 1,74 milhão) e Índia (US$ 901,67 mil) fecham a lista dos cinco maiores importadores de rochas ornamentais do Ceará.

Brasil

O Brasil exportou, em 2025, pouco mais de US$ 1,47 bilhão em rochas ornamentais. Alta de 17,6% ante os dados de 2024

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