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Ceará investiu R$ 32 milhões em compras de jogadores desde que chegou à Série A

Clube passa a ter postura agressiva no mercado e atinge quantia milionária adquirindo os direitos econômicos de 15 jogadores. Só neste ano já foram quatro negociações
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Nada de graça: Mendoza é o maior investimento desta temporada (Foto: FABIO LIMA)
Foto: FABIO LIMA Nada de graça: Mendoza é o maior investimento desta temporada

Garantido pela quarta temporada consecutiva na Série A do Campeonato Brasileiro, o Ceará ganhou novo status no mercado da bola. Desde 2018, quando o clube voltou a disputar a primeira divisão do Campeonato Brasileiro, até hoje, o Alvinegro investiu R$ 32,1 milhões na compra de direitos econômicos de 19 jogadores. A diretoria do Vovô projeta receita total de R$ 151,9 milhões para a temporada de 2021.

Com salários em dia e estruturado financeiramente, o Vovô passou a ter perfil agressivo no mercado da bola. A imagem positiva de clube organizado também começou a facilitar no momento de convencer atletas de desembarcarem em Porangabuçu. Além de ter dinheiro em caixa para investir, o Ceará precisava ter livre acesso aos próprios jogadores, empresários e dirigentes, algo conquistado com a vinda de Jorge Macedo para o cargo de executivo de futebol, em 2020.

"O que não tinha antes era a abertura que o Jorge tem. Antes, eu não conseguia chegar. Ele é um cara de ótimo relacionamento, é meu cara de mercado. Todos os agentes do Brasil respeitam o Jorge", explicou o presidente do Ceará, Robinson de Castro, em entrevista para as Páginas Azuis do O POVO.

Somente em 2021, o clube do Porangabuçu já desembolsou quase R$ 10 milhões. No orçamento previsto para a temporada, o Ceará pretende investir até R$ 12 milhões em aquisições de atletas e receber R$ 25 milhões com venda de jogadores.

Principal reforço do ano, o colombiano Steven Mendoza custou R$ 4,05 milhões aos cofres do Vovô por 60% dos direitos econômicos. O meia-atacante de 28 anos pode se tornar a aquisição mais cara da história do clube no fim de 2022. Com vínculo até dezembro de 2023, o jogador assinou contrato de produtividade que prevê pagamentos, caso atinja as metas, que podem passar de R$ 6 milhões de investimento.

O Ceará investiu ainda R$ 3,5 milhões para acertar com Lima em definitivo. Anteriormente, o meia-atacante defendeu o Vovô por três temporadas, mas sempre cedido pelo Grêmio-RS por empréstimo. O Alvinegro adquiriu 50% dos direitos econômicos do atleta de 24 anos.

A terceira e última compra milionária até o momento em 2021 é a do zagueiro Messias. Para trazer o "xerife" da zaga do América-MG, o Ceará pagou R$ 2 milhões ao clube mineiro e possui agora 65% dos direitos econômicos do defensor.

No primeiro ano de Série A, o Vovô não investiu em compra de atletas. A partir de 2019, a diretoria começou a mudar a imagem do time no mercado da bola. Naquela temporada, a agremiação do Porangabuçu efetuou a maior compra da história do clube ao pagar R$ 4,4 milhões para ter o meia Wescley em definitivo. Foram adquiridos ainda Leandro Carvalho e Richard, somando R$ 4,6 milhões de pagamento na dupla.

Na temporada passada, o volante Charles foi o maior investimento do clube. O Ceará pagou R$ 3 milhões para tirá-lo do Internacional-RS. A disputa no mercado foi acirrada também para a contratação de Bruno Pacheco. O Alvinegro venceu a concorrência com o Bahia e comprou o lateral-esquerdo da Chapecoense-SC por R$ 2,3 milhões.

Nos casos de Fernando Sobral e Luiz Otávio, a diretoria resolveu aumentar o percentual de direitos econômicos para se prevenir do assédio no mercado e chegou a investir na dupla quase R$ 3 milhões ao longo das temporadas na Série A.

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Compras do Ceará

2019
Wescley - R$ 4,4 milhões
Leandro Carvalho - R$ 3,6 milhões
Richard - R$ 1 milhão
Luiz Otávio - R$ 1,5 milhão
Samuel Xavier - R$ 800 mil
Vitor Feijão - R$ 200 mil
João Lucas - R$ 150 mil
William Oliveira - R$ 100 mil

2020
Charles - R$ 3 milhões
Bruno Pacheco - R$ 2,3 milhões
Mateus Gonçalves - 1,8 milhão
Fernando Sobral - R$ 1,3 milhão
Marthã - R$ 800 mil
Saulo Mineiro - R$ 700 mil
Tiago Pagnussat - R$ 600 mil
Cléber - R$ 300 mil

2021
Mendoza - R$ 4,05 milhões
Lima - R$ 3,5 milhões
Messias - R$ 2 milhões

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