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"Mágoa não é boa conselheira", diz Sarto sobre fala de Guimarães contra RC

O prefeito de Fortaleza defendeu a aliança com petistas, pediu prudência e cobrou "estatura de governante para quem está na vida pública"
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FORTALEZA, CEARÁ, BRASIL, 13.06.2022: José Sarto, prefeito de Fortaleza. VIII Semana do Bebê - Crianças órfãs da Pandemia: fortalecendo a rede de cuidados, proteção e garantia de direitos -  Teatro São José.  (Fotos: Fabio Lima/O POVO) (Foto: FABIO LIMA)
Foto: FABIO LIMA FORTALEZA, CEARÁ, BRASIL, 13.06.2022: José Sarto, prefeito de Fortaleza. VIII Semana do Bebê - Crianças órfãs da Pandemia: fortalecendo a rede de cuidados, proteção e garantia de direitos - Teatro São José. (Fotos: Fabio Lima/O POVO)

O prefeito de Fortaleza José Sarto (PDT) comentou, nesta segunda-feira, 13, as falas do deputado federal José Guimarães (PT) sobre uma possível quebra da aliança PT-PDT no Ceará. Isso caso o nome da governadora Izolda Cela (PDT) não seja escolhido para a sucessão do Palácio da Abolição. O parlamentar petista é crítico de uma eventual candidatura do ex-prefeito Roberto Cláudio (PDT) para o posto nas eleições de outubro, e diz que o PT escolherá outro caminho caso RC vire o candidato. 

O chefe do Executivo Municipal defendeu a aliança com petistas, pediu prudência e cobrou "estatura de governante para quem está na vida pública". "[O posto de governante] manda obrigatoriamente pensar menos em si e no seu partido. A gente tem que pensar na cidade, no projeto, colocar no bolso aquelas... sempre digo que mágoa não é boa conselheira", disse Sarto durante evento que deu início à VIII Semana do Bebê, em Fortaleza.  

O pedetista, defensor da pré-candidatura de RC, disse ainda que espera das demais lideranças dos demais partidos aliados, como PSD, PSB e PP, "o sentimento coletivo de preservar um projeto extremamente vitorioso que está no Ceará e em Fortaleza". 

Ao discursar em plenária do PT Ceará promovida pelo seu grupo politico, na última quinta-feira, 9, Guimarães disse que a aliança do seu partido com o PDT está "no limite". Ele voltou ainda a pregar respeito à posição de Izolda como sucessora natural do ex-governador Camilo Santana (PT). O parlamentar também criticou uma eventual exclusão de Camilo do processo de escolha da candidatura governista ao Palácio Abolição. 

A possibilidade chegou a ser negada pelo presidente da Assembleia Legislativa, Evandro Leitão (PDT), também pré-candidato do PDT ao governo cearense. O pedetista garantiu que a campanha passará necessariamente pelo ex-governador, como também pelas forças aliadas. 

No último domingo, 12, políticos de PCdoB e PV, partidos integrantes da federação com o PT, revelaram acompanhar com atenção a escalada de atritos entre petistas e o PDT sobre a aliança para o Governo do Estado. O presidente estadual do PV, Marcelo Silva, o vereador Evaldo Lima (PCdoB), e o deputado estadual Carlos Felipe (PCdoB) reforçaram a legitimidade de Izolda para disputar o pleito. 

Para a disputa deste ano, embora algumas lideranças do PDT e PT defendam que a ideia é manter o acordo entre as siglas no Ceará, polêmicas estremecem a relação, o que vem gerando ameaças de rompimento. A tensão também se agrava por questões nacionais, principalmente entre Ciro Gomes (PDT) e o PT.

O ex-ministro segue com constantes ataques o ex-presidente Lula no período de pré-campanha ao Palácio do Planalto. Também já afirmou que existe um "lado corrupto" no PT do Ceará e que topa enfrentar a sigla na disputa pelo Palácio da Abolição.


 

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