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Ipespe: Camilo e Lula são os principais cabos eleitorais do Ceará
Reportagem Seriada

Ipespe: Camilo e Lula são os principais cabos eleitorais do Ceará

Os dois apoiadores de Elmano aumentam as chances de voto para 50% e 48% dos entrevistados
Episódio 7

Ipespe: Camilo e Lula são os principais cabos eleitorais do Ceará

Os dois apoiadores de Elmano aumentam as chances de voto para 50% e 48% dos entrevistados
Episódio 7
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Candidatos ao Senado Federal e à Presidência, respectivamente, o ex-governador Camilo Santana (PT) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) são os cabos eleitorais com maior poder de atrair votos no Ceará, mostra pesquisa Ipespe, contratada por O POVO. O instituto perguntou se o apoio de alguns líderes estaduais e nacionais aumenta, não altera ou diminui a chance de voto nas candidaturas a governador do Estado por eles apoiadas.

Para 50% dos entrevistados, o apoio do ex-presidente Lula aumenta as chances de voto. Logo em seguida, para 48%, Camilo eleva as chances de triunfo para quem ele "levantar o braço".

Terceiro lugar na primeira rodada Ipespe para governador do Ceará, Elmano Freitas (PT) é quem recebe o apoio de ambos. Na pergunta estimulada, em que os nomes dos candidatos são ditos aos entrevistados, o petista está com 13%, atrás de Capitão Wagner (União Brasil), com 38%, e de Roberto Cláudio (PDT), com 28%.

Aspectos inéditos permeiam a realidade dos dois líderes petistas. Lula está perto vencer no Ceará em eleição na qual tem Ciro Gomes (PDT) como concorrente. E Camilo testa sua força eleitoral longe dos irmãos Ferreira Gomes pela primeira vez após romper com Ciro.

As circunstâncias políticas o distanciam de Cid, pelo menos no sentido formal. Na convenção do PT do Ceará, no Centro de Eventos, Camilo disse que ninguém o separaria de Cid Gomes, numa afirmação que alcança Ciro indiretamente. 

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com os números BR-03845/2022 e CE-01693/2022. O Ipespe fez mil entrevistas telefônicas. A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais para mais ou para menos. O intervalo de confiança é de 95,5%.

 

 

Apoiadores que não ajudam nem atrapalham

O segundo pelotão deste recorte do levantamento é composto pelo ex-ministro Ciro Gomes (PDT), pelo senador Tasso Jereissati (PSDB), pelo senador Cid Gomes (PDT) e pela governadora Izolda Cela (PDT). A maioria dos eleitores disse que o apoio desses quatro não altera a escolha que farão.

Ciro tem 42% de "não altera", seguido dos atuais senadores Tasso e Cid, ambos com 45%. Izolda tem 46% neste quesito.

Em comum entre eles, todos ou são ex-governadores do Ceará, ou estão atualmente no comando do Palácio Abolição, caso de Izolda Cela.

Os irmãos pedetistas e o empresário tucano são apoiadores do ex-prefeito Roberto Cláudio (PDT). A chapa dele anunciou o empresário Amarílio Macedo (PSDB) como candidato a senador num contexto em que vozes pedetistas já começam a considerar, por meio de falas públicas ainda tímidas, o que já se conversa nos bastidores com mais ênfase: o voto em Camilo para senador e em Roberto Cláudio para governador.

 

 

Bolsonaro diminui chances de quem ele apoiar

Somente o presidente Jair Bolsonaro (PL) é que mais atrapalha do que ajuda, com 43% afirmando que a chance de escolher um candidato apoiado por ele diminui. Ciente disso, Capitão Wagner (União Brasil) adota afastamentos e aproximações calculadas do mandatário cujos apoiadores costumam reivindicar adesão integral.


 

Metodologia

Essa pesquisa foi realizada pelo Instituto de Pesquisas Sociais Políticas e Econômicas (Ipespe), no período de 30 julho a 2 de agosto de 2022, com amostra estadual de mil entrevistados, representativa do eleitorado do Ceará, de 16 anos e mais,
de todas as regiões, por telefone, via sistema Cati Ipespe.

A margem de erro máxima estimada é de 3,2 pontos percentuais para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95,5%. Percentuais que não totalizem 100% são decorrentes de arredondamento ou de múltiplas alternativas de resposta. A pesquisa foi contratada pelo O POVO e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com os números BR-03845/2022 e CE-01693/2022.

 

 

Limitações

Pelo período de aplicação, a pesquisa foi realizada considerando algumas indefinições no cenário político cearense e antes de algumas decisões serem formalmente anunciadas. É o caso da candidatura de Adelita Monteiro ao governo do Estado pelo PSOL. Nesta quarta-feira, 3, Adelita anunciou a retirada da candidatura para apoiar Elmano Freitas, do PT.

Entre os candidatos ao Senado, o médico e ex-secretário da Saúde filiado ao PSDB, Carlos Roberto Martins Rodrigues Sobrinho, o dr. Cabeto, constava nos cenários considerados pela pesquisa, mas anunciou, no dia 1º de agosto, ter recusado convite para concorrer. Ele seria o candidato apoiado pelo bloco do ex-prefeito Roberto Cláudio, que ainda segue sem apoio definido.

O indígena Paulo Anacé, que chegou a ser pré-candidato pelo PSOL, teve a candidatura retirada. Além disso, pelo apoio do candidato Capitão Wagner (União Brasil) ainda estar incerto, foram considerados dois cenários possíveis: o apoio ao Inspetor Alberto ou a Raimundo Gomes de Matos, ambos do PL.

 

 

O Ipespe

A pesquisa é realizada pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe). Com 36 anos de atuação, o Ipespe tem como presidente do Conselho Científico Antonio Lavareda. Ele é doutor em Ciência Política efoi coordenador ou consultor em 91 campanhas eleitorais majoritárias no Brasil e atuou também em Portugal e na Bolívia.

"O voto dos cearenses, a campanha eleitoral, a relação entre a disputa nacional e a eleição estadual, tudo isso e muito mais será acompanhado pelas pesquisas do Ipespe, com primeira divulgação nessa quinta", disse Lavareda.

O Ipespe já realizou milhares de pesquisas de opinião pública eleitorais, de mercado e sociais, para setor público, setor privado, universidades, organizações não governamentais (ONGs) e da sociedade civil. O instituto faz pesquisas qualitativas, quantitativas face a face e telefônicas, trackings, pesquisas etnográficas, estudos de geografia de mercado, censos, web e mobile surveys e estudos de neurociência aplicada. Faz pesquisas por telefone desde 1993 — foi o primeiro a realizar tracking telefônico em campanha eleitoral.

 

 

Agregador de Pesquisas O POVO

O POVO+, a plataforma de multistreaming de Jornalismo e Educação do O POVO, disponibiliza o Agregador de Pesquisas de intenção de voto. A ferramenta proporciona compreensão precisa e ampla do desenrolar eleitoral, com suas nuances e tendências.

Acesse o agregador de pesquisas clicando aqui.

O agregador tem números da corrida rumo à Presidência da República, governo dos estados e Senado, além da avaliação do governo federal e de governos estaduais.

O projeto foi desenvolvido pelo DATADOC, o núcleo de dados do O POVO.

 

 

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