Lucas Mota é editor-chefe de Esportes do O POVO e da rádio O POVO CBN. Estudou jornalismo na Universidade 7 de Setembro e na Universidad de Málaga (UMA). Ganhou o Prêmio CDL de Comunicação na categoria Webjornalismo e o Prêmio Gandhi de Comunicação na categoria Jornalismo Impresso, e ficou em 2º lugar no Prêmio Nacional de Jornalismo Rui Bianchi
Deyverson fora do Fortaleza: uma saída para o torcedor comemorar
É uma passagem que ficará marcada muito mais por declarações confusas, polêmicas e por um comportamento desconectado da realidade de uma equipe que viveu um 2025 terrível
Foto: Samuel Setubal
Deyverson deixa o Fortaleza após 37 jogos e 9 gols
Deyverson deixa o Fortaleza com o status de uma das piores contratações da história do clube. Avalio dessa forma pelo alto investimento feito pelo Tricolor e, principalmente, pelo pouco que o atacante entregou em campo. É uma passagem que ficará marcada muito mais por declarações confusas, polêmicas e por um comportamento desconectado da realidade de uma equipe que viveu um 2025 terrível.
Desde que se desenhou a possibilidade de contratá-lo, já se notava que seria um movimento de alto risco. Para tirá-lo do Galo, a diretoria tricolor bancou cerca de R$ 5 milhões, de forma parcelada, por um jogador então com 33 anos, conforme apuração do colunista do O POVO, Afonso Ribeiro. Fora isso, vencimentos mensais próximos de R$ 1 milhão.
O centroavante nunca chegou perto de virar a balança a seu favor. Era uma contratação fadada ao fracasso. Os quatro gols marcados na reta final da Série A, com direito a hat-trick, soam hoje como lampejos isolados em meio ao contexto amargo da temporada.
O que ele não fez com a bola nos pés será mais lembrado do que os gols. Deyverson aparentava viver em permanente desconexão com o momento do time. Quando o Fortaleza exigia seriedade e precaução, o atacante insistia em uma postura dispersa, de irreverência fora de hora.
Deyverson é um ótimo personagem do futebol brasileiro. É inegável que seu jeito traz leveza ao esporte. Mas futebol profissional exige equilíbrio e discernimento, algo que evidentemente faltou a um atleta experiente, que, por vezes, se comportava com a imaturidade de um juvenil.
As brincadeiras em campo, enquanto o time só acumulava resultados ruins, soavam como deboche. Em meio ao embate decisivo contra o Vélez, nas oitavas de final da Libertadores, o “Menino Maluquinho” achou de bom tom cravar o Fortaleza na final da competição. Naquele momento, o Leão havia sido goleado pelo Botafogo por 5 a 0 e estava no Z-4 da Série A.
A frustrante passagem de Deyverson será mais lembrada pelo empurrão em Moisés, que resultou em lesão, do que grandes atuações. O clube ainda precisou arcar com multa da Conmebol por causa do comportamento do atacante.
Deyverson longe do Fortaleza é excelente notícia para um clube em reconstrução. E, embora tenha sido um capítulo esquecível dentro de campo, sua contratação precisa servir de lição nos corredores do Pici: que nunca mais se desperdice tamanho investimento em um jogador com postura semelhante.
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