Tânia Alves
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Tânia Alves é formada em jornalismo pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Começou no O PCeará e Política. Foi ombudsman do ornal por três mandatos (2015, 2016 e 2017). Atualmente, é coordenadora de Jornalismo..

Análise

Crescimento dá injeção de ânimo à campanha de Sarto

Capitão Wagner, Sarto Nogueira e Luizianne Lins
Capitão Wagner, Sarto Nogueira e Luizianne Lins

A segunda pesquisa O POVO/Datafolha sobre cenário das eleições municipais em Fortaleza, divulgada nesta quarta-feira (28/10), mostra um panorama mais consolidado e com poucas surpresas. Capitão Wagner mantém a liderança, com 31% da preferência do eleitorado. Está na dianteira desde o começo da campanha e tem se mostrado um candidato com votos bastante fidelizados.

O representante do PDT, Sarto Nogueira, com 22% das intenções de voto, e a candidata do PT, Luizianne Lins, com 19%, continuam disputando a chance de ir para o segundo turno. Os três nomes já estavam distanciados dos demais desde a última pesquisa do mesmo Instituto, divulgada no dia 18 de outubro.

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O resultado do levantamento, porém, apresenta boa notícia para o pedetista Sarto Nogueira. O salto de sete pontos (passou de 15% para 22%) é um alento para o candidato que ainda é pouco conhecido do eleitorado e passou cerca de duas semanas fora dos eventos de campanha em tratamento da Covid-19. Esse crescimento pode significar a diferença para garantir a presença dele no segundo turno.

Sarto cresceu na hora certa para dar uma injeção de ânimo na campanha dele há poucas semanas da eleição. Se não crescesse agora, poderia aparentar fraqueza. O resultado dá um alívio ao pedetista que tem apoio de nove partidos, conta com um número considerável de vereadores e é o candidato do atual prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, que está bem avaliado.

Por outro lado, os números demonstrados na segunda pesquisa O POVO/Datafolha não são alvissareiros para Luizianne Lins. A candidata petista caiu cinco pontos, viu a rejeição saltar de 36% para 42% de uma consulta para outra num período de 11 dias. Aliás, a rejeição é o grande obstáculo para a petista, além disso, os petistas não têm aliados na campanha. No entanto, PT tem uma militância aguerrida que pode fazer a diferença na reta final.

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