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Na madrugada deste sábado, 3 de janeiro de 2026, os Estados Unidos iniciaram uma ofensiva militar direta contra a Venezuela, resultando na captura de Nicolás Maduro e sua esposa. A operação, descrita por Donald Trump como brilhante e bem planejada, envolveu bombardeios aéreos a pontos estratégicos como o Forte Tiuna e a base de La Carlota, deixando um rastro de destruição e mortes confirmadas em solo venezuelano.
Sob a ótica do direito internacional, a ação é analisada como um crime de agressão, dado que não houve autorização do Conselho de Segurança da ONU nem agressão prévia que justificasse legítima defesa imediata. Além disso, a manobra pode enfrentar questionamentos internos nos EUA, pois o presidente não buscou a aprovação do Congresso exigida por lei para ataques contra outras nações.
Este episódio expõe a nova fase imperialista vivida nos dias de hoje, onde a soberania nacional é subjugada por interesses geopolíticos. O histórico de intervenções dos EUA na América Latina ganha agora um capítulo de intervenção direta inédito no século XXI.
O momento escala-se como extremamente perigoso, especialmente pela coincidência temporal com a recente visita diplomática da China a Caracas, sugerindo que a Venezuela tornou-se o epicentro de uma disputa de influência global entre grandes potências.
Regionalmente, a tensão só cresce. O presidente Lula condenou o ataque como uma afronta à soberania e um precedente perigoso para a preservação da região como zona de paz. Enquanto a Rússia denuncia a agressão armada e a Colômbia convoca o Conselho de Segurança em estado de alerta, governos como o de Javier Milei celebram o ato.
Enquanto a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, exige provas de vida do mandatário, o cenário aponta para uma justiça aplicada de forma unilateral nos tribunais americanos, fragilizando as instituições globais e o diálogo multilateral.