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Cinema: o novo penta do Brasil
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Cinema: o novo penta do Brasil

Com "O Agente Secreto" e "Sonhos de Trem", o cinema nacional vive momento histórico com cinco indicações ao Oscar
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WAGNER Moura como Marcelo no filme
Foto: Victor Jucá/Divulgação WAGNER Moura como Marcelo no filme "O Agente Secreto", que recebeu quatro indicações ao Oscar 2026

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Desde a última quinta-feira, 22, o Brasil está em clima de Copa do Mundo. Os filmes "O Agente Secreto", do pernambucano Kleber Mendonça Filho, e "Sonhos de Trem" de Adolpho Veloso, juntos acumulam cinco indicações ao Oscar de 2026.

Só o longa-metragem de de Kleber conseguiu quatro indicações: Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator para Wagner Moura e Melhor Escalação de Elenco. Já a produção de Adolpho Veloso foi nomeada a Melhor Fotografia.

Além da quantidade de indicações, o momento é histórico porque acontece menos de um mês após a obra pernambucana ter ganhado dois Globos de Ouro (Melhor Ator para Wagner Moura e Melhor Filme de Língua Não Inglesa).

Logo, a sensação de alegria pode ser equiparada a quando a seleção brasileira de futebol masculino conquistou o pentacampeonato em 2002. Feito esse que demorou 44 anos para ser efetuado e, desde então, os fãs do esporte disputado em quatro linhas aguardam pelo tão sonhado hexacampeonato.

No caso do Oscar, o tempo para conquistar o "pentacampeonato" de indicações foi bem maior. Mais precisamente 66 anos, dada que a primeira produção nacional a ser indicada foi "Orfeu Negro", em 1960.

Baseado na peça "Orfeu da Conceição" escrita por Vinícius de Moraes e no mito grego de Orfeu e Eurídice, o longa era protagonizado pelo jogador de futebol Breno Melo, que na época atuava também pelo Fluminense, no papel de Orfeu, e a estadunidense Marpessa Dawn no papel de Eurídice.

A produção ítalo-franco-brasileira foi nomeada a Melhor Filme Internacional e marcou o primeiro Oscar do Brasil na categoria. Dois anos após Pelé, Vavá e Zagallo virarem o jogo contra a Suécia com um placar de 5 a 2. Na época, o Rei fazia sua estreia com apenas 17 anos.

Mas o que esses números de fato anunciam? Como o incentivo financeiro faz diferença para que avanços sejam feitos. Não que tenhamos que sacrificar o futebol pelo cinema, as duas coisas podem e devem coexistir. E qualquer que seja o placar final do Oscar, nós vamos sorrir!

 

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