Jornalista, repórter especial do O POVO, tem mais de dez anos de experiência em jornalismo econômico
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Triste saber que mesmo após o sucesso de Ainda Estou Aqui - premiado no Oscar e no Globo de Ouro -, o lançamento de O Auto da Compadecida 2 e o mais recentemente badalado e super premiado O Agente Secreto, o número de pessoas indo ao cinema em 2025 caiu no Brasil.
Dados da Agência Nacional de Cinema (Ancine) apontam uma baixa de 10,3% entre os dois últimos anos. Em 2024, o mercado de exibição atingiu a melhor marca desde a pandemia, com 126 milhões de ingressos vendidos - antes da covid-19, o número tinha alcançado os 173 milhões no País. Mas, no ano passado, perdeu fôlego e fechou com 113 milhões.
Os filmes estrangeiros dominam as salas e o interesse do público também, pelo que dizem os números. Do total de bilhetes, 98,3% foi vendido para filmes estrangeiros, enquanto apenas 1,7% tinha como objetivo ver uma produção brasileira. Já quando o assunto é faturamento, a queda é menor... Talvez pelo aumento dos preços nas bombonieres. Foram R$ 2,3 bilhões movimentados no ano passado contra R$ 2,4 bilhões em 2024.
No Ceará, o cenário não foi muito diferente. Menos cem mil pessoas optaram pelo cinema entre os dois últimos anos, o que representou uma queda de 2,6% no público. O número foi menor quando se observa o faturamento também. Os 4,2 milhões de ingressos vendidos gerou um total de R$ 76,17 milhões, enquanto que em 2024, os 4,3 milhões de bilhetes foram acompanhados de R$ 76,71 milhões.
Logo depois da premiação de Ainda Estou Aqui, em 2024, eu trouxe algumas reflexões sobre este mercado. Na época, o número de salas de cinema tinha crescido no Brasil e no Ceará e o ânimo estava no máximo. Entretanto, alguns fatores sempre se mostraram contrários às expectativas mais positivas e eles persistem quando o cenário demonstra queda no mercado de exibição.
O panorama proporcionado pelo apanhado da Ancine atesta que a estratégia das distribuidoras e produtoras não é suficiente para atrair mais público.
O cinema faz parte de uma experiência de consumo quando localizado em shoppings - em Fortaleza, exceto pelo Cine Teatro São Luiz e o Cinema do Dragão, todos estão em centro de compras. E, nestes espaços, disputam a atenção dos consumidores com inúmeras outras opções de entretenimento. Se os cinemas não se promoverem, menos pessoas vão subir mais um andar ou olhar para a esquina de uma praça de alimentação para dedicar entre 1h30 e 2h30 da vida para ver um filme.
Preço também é um fator crucial. Os ingressos giram em torno dos R$ 30, comumente, mas há dias promocionais e programas de fidelidade que permitem a todos pagar meia entrada. Agora, as salas VIPs adotadas em Fortaleza pelas grandes redes restringiram a variedade dos títulos em cartaz, uma vez que a maioria das salas - de preço mais acessível - é dominada por blockbusters.
Os exibidores ainda perdem a chance de conquistar uma nova audiência ou fidelizar os espectadores cativos quando o assunto são os produtos licenciados. Comparados aos que chegam nos mercados de outros países, itens como baldes de pipoca, copos e até botons e cards vendidos nos cinemas brasileiros apresentam menor qualidade e atratividade.
A conjuntura exige mudança pelos exibidores. Não adianta cota de filmes brasileiros nas salas de exibição se não tiver pessoas indo ao cinema. E isso depende de como o mercado se mostra atrativo.
"No ano passado, 92% da nova capacidade de geração de energia instalada foi renovável. Este ano, caminhamos para outro recorde, com quase 700 GW de nova capacidade renovável prevista. Em apenas um ano, instalamos o dobro da capacidade nuclear total construída nos últimos setenta anos", enumerou Francesco La Camera, diretor-geral da Agência Internacional de Energias Renováveis (Irena, na sigla em inglês), no último domingo durante a abertura do fórum anual da organização, em Abu Dhabi.
A demanda por combustível nuclear está na mira da estatal Indústrias Nucleares do Brasil (INB), disse o cearense Tomás Figueiredo, presidente da INB, em conversa com os funcionários da empresa. "Nosso país não só tem condições de suprir suas próprias necessidades, como também pode atender a uma demanda internacional crescente por combustível nuclear", destacou ao ressaltar que "o foco da atual gestão da INB está na prospecção de novas oportunidades, inclusive fora do Brasil, ampliando nossa presença e diversificando mercados."
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