Guilherme Gonsalves escreve sobre política cearense com foco nas atuações Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) e Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor), mostrando os seus bastidores desdobramentos no jogo político e da vida do cidadão. Repórter de Política do O POVO, setorista do Poder Legislativo, comentarista e analista. Participou do programa Novos Talentos passando pelas editorias de Audiência e Distribuição e Economia, além de Política. Também escreve sobre cinema para o Vida&Arte
A insegurança e o combate às facções agravam o cenário de desafio ao atual titular do Abolição, que precisa atender a um extenso arco de alianças, enfrentar o tarifaço dos EUA e ainda garantir a sustentação do longo ciclo do seu grupo político no poder
Foto: DANIEL GALBER/ESPECIAL PARA O POVO
GOVERNADOR Elmano de Freitas (PT)
Muitos são os desafios de se governar um Estado. As dificuldades aumentam quando se insere uma insegurança e combate às facções criminosas, tarifas dos Estados Unidos da América, e claro, uma ampla aliança política que testa toda a capacidade de articulação. Além disso, dar continuidade a um grupo político no poder desde 2007. Isso tudo é problema para o governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), resolver.
Enquanto tenta administrar situações complexas referente ao seu posto de líder do executivo cearense, o petista também enfrenta impasses para a eleição de 2026 que se avizinha.
O discurso da segurança
O Ceará, assim como todo o Brasil, vive perdido sobre sobre o que fazer no combate aos grupos criminosos. Elmano não tem a fórmula para resolver isso, nem ele nem ninguém. É notório uma mudança de discurso sobre o tema por parte de um petista histórico como ele.
É notório uma mudança no seu discurso sobre o tema. Ele tem falado mais duro no combate ao crime, e há elogios a uma operação que resultou na morte de faccionados por policiais militares.
De certo modo, são posicionamentos diferentes de quando era deputado, vide a liberação de agrotóxicos por drones e a disponibilização de bíblias nas escolas. Essas pautas poderiam muito bem ser de um candidato mais à direita.
Não digo que estas posições sejam apenas questão eleitoral, mas trazem uma mudança que chama atenção. O governador foi ligado a movimentos sindicais e, pode-se dizer, que é um mais "petista raiz" do que o seu antecessor Camilo Santana (PT).
De olho em 2026
No meio de um turbilhão de problemas, ainda cabe a Elmano se preocupar com as eleições. E é plausível se quiser dar continuidade ao seu mandato e projetos. Ele tem dois pontos de dar dor de cabeça.
O governador fez chegar a um interlocutor o sentimento de preocupação quanto a contemplar tantos partidos e lideranças na chapa majoritária. Não vai caber todo mundo.
E ainda poderá enfrentar uma frente ampla de oposição. Algo que desde 2007, quando o grupo que Elmano faz parte governa o Ceará, nunca enfrentou. União de Ciro Gomes (PSDB), André Fernandes (PL) e outros pode fazer uma disputa equilibrada.
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