Logo O POVO+
O POVO 98 anos: de você recebi as melhores notícias
Comentar
Reportagem Especial

O POVO 98 anos: de você recebi as melhores notícias

Nunca é apenas memória, mas reflexo do agora. Prestes a completar seu centenário, enquanto a vida insiste em seguir, O POVO registra o presente, para nos fazer presentes. Registra o tempo, para nos fazer de passado e de futuro. Como contamos histórias há 98 anos, neste especial, historiamos quatro delas: leitores que receberam notícias, pelas páginas do jornal, que mudaram suas vidas pessoais e profissionais

O POVO 98 anos: de você recebi as melhores notícias

Nunca é apenas memória, mas reflexo do agora. Prestes a completar seu centenário, enquanto a vida insiste em seguir, O POVO registra o presente, para nos fazer presentes. Registra o tempo, para nos fazer de passado e de futuro. Como contamos histórias há 98 anos, neste especial, historiamos quatro delas: leitores que receberam notícias, pelas páginas do jornal, que mudaram suas vidas pessoais e profissionais
Tipo Notícia Por
Comentar

 

“Começo pelo começo. E termino no fim”, como a resumir uma filosofia de vida, o neurocirurgião Eduardo Jucá explica sua rotina leitora do O POVO. Rotineiro costume esse desde a época em que disputava os cadernos da edição impressa e soletrava artigos, na companhia do avô, em sua criancice no bairro de Fátima. A pausa para a memória veio em formato de relato, entre goles de café, para o jornalista Henrique Araújo, em finais de dezembro.

Nunca é apenas memória, uma história do passado, mas segue como reflexo do agora. Prestes a completar seu centenário no dia 7 de janeiro de 2028, enquanto a vida insiste em seguir, O POVO registra o presente, para nos fazer presentes. Registra o tempo, para nos fazer de passado e de futuro.

Enquanto a vida vai decidindo seu rumo de acontecimentos, contamos histórias há 98 anos. De alguém que ora era leitor, e outrora torna-se personagem. A história que parecia tão íntima por pertencer ao bairro de sua meninez e que, tempos depois, seria vivenciada em uma lonjura que só a leitura consegue trazer para próximo.

 Marilene Pinheiro, leitora do O POVO que recebeu notícias positivas do jornal ao longo dos anos (Foto: FCO FONTENELE)
Foto: FCO FONTENELE Marilene Pinheiro, leitora do O POVO que recebeu notícias positivas do jornal ao longo dos anos

Talvez a distância entre uma história e outra esteja, realmente, no tempo cronológico. Anotada em dias, registrada em décadas. Permanecendo no papel, mesmo que lida e relida digitalmente. Organizar em uma linha do tempo que nem sempre é, totalmente, retilínea. Mas é ereta e forte.

A buscar por esta memória não tão distante, a professora Rosineide Pereira de Souza, com olhos ainda firmes no cenário mais sertanejo que um cearense pode ter, relembra das páginas que contavam como a Escola de Educação Infantil e Ensino Fundamental Afonso Tavares de Luna, na zona rural de Brejo Santo, era reconhecida pelo Ministério da Educação por uma ensinança criativa e próxima de cada aluno, por uma gestão fincada no chão do Cariri do Ceará.

Premiações e índices que fizeram o município ser exemplo a ser seguido Brasil afora. Uma década depois, oito escolas de Brejo Santo ficaram, novamente, entre as melhores do Sistema Permanente de Avaliação da Educação Básica do Ceará. Uma delas, a de Rosineide.

A materialidade da história pousada em papel. E ainda organizada em imagem, transcrita em design, multiplicada em muitos meios. Voz, vídeo, aquilo que vira quase infinito. O jornal percorreu por muitas fases e transformou-se também.

Passando não só pelo rádio, mas do digital ao streaming. A doutora em Linguística, Marilene Pinheiro, também precisou percorrer muitas décadas para chegar a um acontecimento registrado em papel e marcado na lembrança.

Rememorou do som do rádio ligado até chegar a uma banca de jornal, encontrada no caminho de uma viagem que parecia longa à época por ser distanciar 80 quilômetros da cidade de Fortaleza. A procura por confirmar seu nome na lista do vestibular, que saíra na edição impressa.

Em quase um século, O POVO já passou por diferentes concepções gráficas, como a ilustrada na foto de 2018(Foto: JÚLIO CAESAR)
Foto: JÚLIO CAESAR Em quase um século, O POVO já passou por diferentes concepções gráficas, como a ilustrada na foto de 2018

Quarenta anos depois, viu seu nome em outra lista, a do Conselho Consultivo de Leitores do O POVO. Um reencontro com a leitura cotidiana e um encontro com o fazer jornalístico.

Um fazer que se estrutura em nota, em página inteira, em legenda, em reportagem de fôlego. Um fazer que surge estampado na manchete, ou em post que receberá olhares de alguém daqui e de acolá. Assim como a mensagem acanhada de um escritor, que desejava encaminhar a nova obra de sua autoria ao Vida&Arte.

O que fora pedido, enviado por uma rede social, foi se modificando em múltiplas colaborações com esta casa jornalística — e também literária. Primeiro, o escritor independente Mailson Furtado Viana viu o livro "à cidade" figurar em forma de matéria sobre o lançamento, no caderno cultural. Ou, como ele mesmo gosta de dizer, a matéria de estreia que representa a “certidão de nascimento do livro no mundo”.

Pouco mais de um ano depois, essa mesma obra foi consagrada como Livro do Ano no Prêmio Jabuti. Virou reportagem no mesmo caderno. Ganhou novas plataformas. Desde então, o escritor cearense tornou-se uma figura recorrente no O POVO. Não só em notícias, mas em análises e crônicas — essas não exatamente literárias, mas esportivas.

São nestes momentos que o cotidiano mora nos detalhes, vive nas entrelinhas. E ganha novos rumos, novas histórias. O POVO, às vésperas do seu centenário, sempre se propôs a ir além dos fatos, a cultivar novas possibilidades e formatos, abrir-se a diversas opiniões. Para que você, caro leitor, escreva ou reconheça as suas próprias histórias.

Como fora um convite, lhe perguntamos: qual história contará esse ano, ou quais deseja receber? Como a contar o tempo também. Estamos rumo aos 100, mas sem deixar de olhar o ano 1. Aquele que foi e o que será o ano 1 dos próximos 100. Sem deixar de agradecer pelo encontro dessas histórias. Agradecer, principalmente, pelos reencontros.

 

 

O POVO 98 anos: quatro vidas transformadas pelo jornal

Leia as histórias de leitores que receberam (ou protagonizaram) notícias transformadores pelas páginas do jornal

O que você achou desse conteúdo?