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Por que a eleição para o Senado virou prioridade para partidos no Brasil e no Ceará
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Reportagem Especial

Por que a eleição para o Senado virou prioridade para partidos no Brasil e no Ceará

Vagas são hoje as mais disputadas nos dois grandes blocos da política estadual. No plano nacional, tanto os governistas quanto o bolsonarismo buscam maioria na Casa

Por que a eleição para o Senado virou prioridade para partidos no Brasil e no Ceará

Vagas são hoje as mais disputadas nos dois grandes blocos da política estadual. No plano nacional, tanto os governistas quanto o bolsonarismo buscam maioria na Casa
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As eleições de 2026 definirão presidente da República e governadores de estados, sempre os postos mais cobiçados na política brasileira. Mas os holofotes deste ano estão em outro grupo elegível: os senadores. Dois terços do Senado Federal serão renovados em 2026, com grande peso nos estados e no plano nacional. Esses postos sempre foram valiosos, mas carregam ainda mais peso atualmente.

Cada estado escolherá dois senadores. Serão renovadas 54 das 81 cadeiras, com mandatos até 2035. Em jogo está a governabilidade das próximas administrações, mas também o poder de aprovar, rejeitar ou mesmo definir o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), um dos principais motivos de disputa política hoje.

Plenário do Senado(Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)
Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado Plenário do Senado

Atualmente, o Senado tem o PL com o maior número de cadeiras, com 15 senadores, seguido por PSD (14), MDB (10), PT (9), Progressistas (7), Republicanos (5), União Brasil (5), Podemos (4), PSB (4), PDT (3), PSDB (3), Novo (1) e um senador que está sem partido.

 

 

Composição do Senado

 

Senadores do Ceará

No Ceará, a bancada é formada por Cid Gomes (PSB) e Eduardo Girão (Novo), vagas disponíveis no ano que vem, e Augusta Brito (PT), suplente em exercício do ministro da Educação, Camilo Santana (PT), que projeta reassumir o mandato em março.


 

Ambição da oposição nacional

Em ato na Avenida Paulista em junho de 2025, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) chegou a pedir por metade da Câmara e do Senado para transformar “o destino do Brasil”: “Me deem 50% da Câmara e 50% do Senado que eu mudo o destino do Brasil. E digo mais, nem preciso ser presidente”.

O deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL) considerou, em entrevista no ano passado à Jovem Pan News, a eleição para o Senado mais importante do que a disputa para a Presidência da República.

As falas dessas figuras da direita mostram que a eleição é prioritária para o grupo. Para o cientista político e professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Rodrigo Prando, a intenção dos bolsonaristas é de, formando maioria no Senado, tocar pautas específicas, como o impeachment de ministros do Supremo.

 

O jogo mais interessante é o Senado porque ele é capaz de parar os ditadores de toga. O presidente não. A gente está vendo o Lula ter que pedir amém para tudo que ele faz ao STF. Inclusive quando ele perde no Congresso ele leva ao STF.

- Eduardo Bolsonaro, em entrevista à Jovem Pan em 13 de novembro

 

“A frase do Eduardo Bolsonaro atribuindo uma importância ímpar à eleição do Senado se dá por um desejo dos bolsonaristas radicais, que é a possibilidade de, tendo uma maioria no Senado, inclusive tendo a presidência do Senado da República, fazer impeachment de ministros do STF, e, obviamente, o número um da fila seria o Alexandre de Moraes", explica.

"Por isso que a direita bolsonarista, especialmente, tem um desejo muito cristalino de conseguir fazer uma maioria, ter a presidência e colocar em votação o processo de impeachment de ministro da Suprema Corte”, explicou.

No entanto, Prando enfatiza que o impeachment “não é apenas uma manifestação política de contentamento com as decisões judiciais” e necessita de elementos que corroborem para isso, o que “até esse momento não se revelam no cotidiano brasileiro”.

Eduardo Bolsonaro foi cassado pela Câmara dos Deputados no fim de 2025. No mesmo ano, em entrevista à Jovem Pan, Eduardo Bolsonaro disse que a eleição para o Senado é mais importante do que a disputa para a Presidência da República(Foto: Lula Marques/ Agência Brasil)
Foto: Lula Marques/ Agência Brasil Eduardo Bolsonaro foi cassado pela Câmara dos Deputados no fim de 2025. No mesmo ano, em entrevista à Jovem Pan, Eduardo Bolsonaro disse que a eleição para o Senado é mais importante do que a disputa para a Presidência da República

Alguns nomes da direita, principalmente do PL, para o Senado também vêm sendo debatidos nos estados, inclusive com possíveis disputas internas.

Em Santa Catarina, Carlos Bolsonaro (PL-RJ) confirmou que é pré-candidato e até renunciou ao mandato de vereador do Rio de Janeiro. Isso provocou atrito porque a deputada federal Carol de Toni (PL-SC) também havia demonstrado interesse em concorrer, com apoio da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL). 

Há ainda o senador Esperidião Amin, do Progressistas, que tentará reeleição e tem apoio do governador Jorginho Mello (PL-SC). Amin é antigo aliado de Bolsonaro e foi relator no Senado do projeto de lei da dosimetria, para reduzir a pena do ex-presidente. O texto foi vetado pelo presidente Lula.

Carlos Bolsonaro pretende concorrer ao Senado por Santa Catarina(Foto: Samuel Setubal)
Foto: Samuel Setubal Carlos Bolsonaro pretende concorrer ao Senado por Santa Catarina

No Distrito Federal, há pelo menos quatro possíveis candidatos: a ex-primeira dama Michelle Bolsonaro (PL), com maior destaque desde a inelegibilidade do marido, a deputada federal Bia Kicis (PL), o atual governador do DF Ibaneis Rocha (MDB) e o senador Izalci Lucas (PL).

Para Rodrigo Prando, essas movimentações mostram que, mesmo sem a liderança de Bolsonaro, condenado pela trama golpista a 27 anos e três meses de prisão e inelegível em decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o partido tenta se manter relevante.

O poder não fica órfão, o poder não deixa vácuo. Não exercendo o Bolsonaro essa liderança, outros exercerão, inclusive dentro do PL", pontua Rodrigo Prando.

"O PL precisa, na ausência da grande liderança que é Bolsonaro, manter-se relevante e óbvio que a relevância estaria justamente na conquista de mais cadeiras no Senado que, entre outras coisas, permitiria mostrar a força, ter fundo partidário e esta pauta, que é muito cristalina, do desejo do bolsonarismo de atacar o Supremo Tribunal Federal, por conta do julgamento e do desfecho da trama golpista que levou à condenação do núcleo crucial”, considerou.

 

 

O alvo da base de Lula

Para o PT e a base do governo, conquistar cadeiras no Senado também é fundamental. Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) relataram que ele já falou sobre trocar “cinco governadores por um senador”. Garantir maioria na Câmara Alta significaria ter mais força e diálogo em um possível quarto mandato do petista, que anunciou candidatura à reeleição.

“A importância do Senado para o PT é justamente ter força nesta casa legislativa", indica Rodrigo Prando. Ele relembra que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), era mais alinhado ao governo que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), mas houve distanciamento no fim de 2025.

Davi Alcolumbre, no plenário do Senado Federal(Foto: Carlos Moura/Agência Senado)
Foto: Carlos Moura/Agência Senado Davi Alcolumbre, no plenário do Senado Federal

Isso ocorreu quando Lula escolheu Jorge Messias para ministro do STF, enquanto Alcolumbre trabalhava por Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Houve atritos e está em curso tentativa de reaproximação.

De todo modo, Alcolumbre não pertence à esquerda. "Uma vitória elegendo um número maior de senadores do PT ou das siglas que estão no campo dos progressistas permitiria uma maior facilidade do PT em se contrapor, por exemplo, ao PL e, inclusive, ter uma certa maioria, uma certa tranquilidade que o presidente Lula não teve neste mandato”, analisa o professor.

 

 

Articulações da oposição no Ceará

No Ceará, a oposição conta com pré-candidatos já confirmados na disputa e outros que demonstraram interesse em concorrer ao cargo ou são especulados. A quantidade de opções varia de seis a sete, pelo menos.

No PL, os principais nomes são os do deputado estadual Alcides Fernandes, pai do deputado federal André Fernandes (PL), e o da vereadora Priscila Costa, mais votada na eleição municipal de 2024 em Fortaleza.

Ex primeira dama Michelle Bolsonaro com Priscila Costa(Foto: JÚLIO CAESAR)
Foto: JÚLIO CAESAR Ex primeira dama Michelle Bolsonaro com Priscila Costa

Apesar de serem do mesmo partido, movimentações nos bastidores apontam que o PL não lançará dois nomes ao Senado, levantando a possibilidade de disputas internas para a vaga.

A pré-candidatura de Priscila, presidente do PL Mulher do Ceará, foi oficializada em setembro na sede do Partido Liberal, em Brasília, na presença do presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto, e da presidente do PL Mulher, Michelle Bolsonaro. A ex-primeira dama é, inclusive, uma das principais apoiadoras da candidatura da vereadora ao Senado.

Por outro lado, a candidatura de Alcides Fernandes foi lançada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Em outubro, o deputado André Fernandes, presidente estadual do PL, afirmou que as únicas vezes em que o ex-presidente falou sobre candidatura ao Senado no Ceará, foi em apoio ao pai dele, Alcides.

“Que fique registrado. As únicas vezes que Jair Bolsonaro falou sobre candidatura ao Senado no Ceará foi quando ele citou o 'pai do André' e outra vez quando ele disse 'meu senador' publicamente”, disse ao podcast do vereador PPCell (PDT-CE).

Deputado estadual Alcides Fernandes (PL) é pai do deputado federal André Fernandes (PL)(Foto: Junior Pio)
Foto: Junior Pio Deputado estadual Alcides Fernandes (PL) é pai do deputado federal André Fernandes (PL)

Após a fala de Fernandes, Michelle Bolsonaro publicou um vídeo em que enfatizou o apoio de Bolsonaro à candidatura da vereadora.

Para a socióloga e cientista política Paula Vieira, pesquisadora do Laboratório de Estudos sobre Política, Eleições e Mídia da Universidade Federal do Ceará (Lepem-UFC) e colunista do O POVO+, a situação na sigla representa um desafio em meio à tentativa de se consolidar como projeto político. 

“É interessante, porque exatamente no momento em que o PL está buscando se consolidar como um partido político, como um projeto político que tem ali uma centralidade, uma estratégia unificada e menos individualizada e menos localizada, é que a gente observa que eles estão tendo que lidar com as regras do sistema e, portanto, com os desafios que essas regras colocam, que essas regras suscitam”, analisa.

A socióloga explica que essa disputa é algo novo para o partido e destaca que a sigla deverá entrar em acordo: “Nós vamos assistir essa disputa interna, que é algo novo para o PL dentro desse ponto de vista, que sempre pensaram a eleição do legislativo muito individualizada, cada um por si. E, agora, eles precisam necessariamente entrar em um acordo, para evitar esse conflito direto, para que saia apenas um dos nomes. Então, a gente tem esse desafio aí para a oposição, para o PL”, avaliou.

Carmelo Neto, Roberto Cláudio e Capitão Wagner(Foto: FÁBIO LIMA)
Foto: FÁBIO LIMA Carmelo Neto, Roberto Cláudio e Capitão Wagner

Pelo União Brasil, os nomes do ex-deputado federal Capitão Wagner e do ex-prefeito Roberto Cláudio apareceram como possibilidade. Neste mês de janeiro, o pré-candidato a governador Ciro Gomes (PSDB) informou que a chapa deverá ter ele, Roberto, Wagner e mais um candidato a senador, para negociar com aliados. Não definiu quem estará em qual posição.

Em 2025, o agora tucano chegou a declarar intenção de votar em Alcides, mas as negociações com o PÇ estão suspensas e o futuro do entendimento é incerto.

Com candidatura oficializada pelo Novo ainda em julho, o general Guilherme Theophilo seria a aposta da sigla, que ocupa uma cadeira na Casa com o atual senador Eduardo Girão, eleito em 2018 e que pretende se candidatar para o Governo do Ceará. O lançamento da pré-candidatura de Girão ocorreu no dia 30 de novembro, em Fortaleza.

Outro que pode concorrer é o ex-reitor da Universidade Federal do Ceará (UFC) Cândido Albuquerque. O advogado, que ainda não tem partido, já indicou o desejo de disputar o cargo e destacou que estará com o ex-ministro Ciro Gomes, recém-filiado ao PSDB, levantando a possibilidade do ex-reitor seguir rumo à sigla tucana.

 

 

Movimentações da base no Ceará

A socióloga e cientista política Paula Vieira considera que o cenário para a base é de muitos nomes para poucas cadeiras no arco de aliança do governador Elmano de Freitas (PT). Há pelo menos dez opções que se lançaram, foram lançadas ou são alvos de especulação.

“As outras estratégias seriam vices, as secretarias e outras formas de tentar essa aliança, mas que, no momento, a gente poderia dizer que temos duas cadeiras no Senado e a vice-governadoria para negociação. Essas duas cadeiras vão ser muito disputadas. O arco de alianças que está em torno da candidatura do Governo do Estado é muito amplo”, apontou.

Deputado federal e líder do Governo Lula, José Guimarães (PT)(Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados)
Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados Deputado federal e líder do Governo Lula, José Guimarães (PT)

Um dos primeiros nomes que indicaram intenção de concorrer ao Senado foi o deputado federal José Guimarães (PT), líder do governo Lula na Câmara dos Deputados.

Em meio a outros cotados, o petista chegou a destacar, em entrevista ao Jogo Político em outubro, que não está “disposto a recuar da ideia de concorrer a uma das vagas” e avisou que irá para a disputa interna, nas instâncias petistas, caso necessário.

Na mesma entrevista, Guimarães compartilhou a expectativa de que o partido eleja, em 2026, 100 deputados federais e pelo menos 15 senadores. O deputado também comentou sobre a eleição ao Senado ser prioritária para a oposição.

“Eles querem ter maioria no Senado. Nós precisamos de, no mínimo, esses partidos mais leais ao governo, de, pelo menos, fazer 20 senadores, deixando os que estão lá", comentou.

"Não é porque o PT quer. Eu escuto que é capricho do governo, que o PT não pode disputar o Senado, porque já tem o governo. Nós não estamos discutindo o governo, nós estamos discutindo que o País precisa de uma bancada no Senado que impeça esses golpistas de destruírem a democracia e destruírem uma boa relação com o Executivo”, argumentou.

Luizianne Lins, deputada federal, falou pela primeira vez sobre se candidatar ao Senado(Foto: Cleia Viana/Câmara dos deputados)
Foto: Cleia Viana/Câmara dos deputados Luizianne Lins, deputada federal, falou pela primeira vez sobre se candidatar ao Senado

Luizianne Lins também é uma opção do PT em 2026. Atualmente no terceiro mandato como deputada federal, a ex-prefeita lançou pré-candidatura em abril deste ano.

O arco de alianças ao redor do governador Elmano de Freitas também tem os deputados federais Eunício Oliveira (MDB), Júnior Mano (PSB) e Chiquinho Feitosa (Republicanos).

Expulso do PL em 2024 após demonstrar apoio ao então candidato Evandro Leitão (PT), o deputado federal Júnior Mano integra o PSB, partido liderado pelo senador Cid Gomes no Ceará. O ex-governador já reforçou que não deverá tentar a reeleição e, desde o início do ano, vem promovendo o nome de Mano para a vaga, inclusive defendendo-o em meio às investigações sobre desvio de emendas parlamentares.

Deputado federal Junior Mano com  o senador Cid Gomes, o prefeito de Recife, João Campos, e o ex-prefeito de Eusébio, Acilon Gonçalves(Foto: FCO FONTENELE)
Foto: FCO FONTENELE Deputado federal Junior Mano com o senador Cid Gomes, o prefeito de Recife, João Campos, e o ex-prefeito de Eusébio, Acilon Gonçalves

Apesar de ser cotado como candidato pela chapa majoritária, Mano já apresentou votos contrários em pautas importantes para o governo federal. O deputado votou pela retirada de pauta da Medida Provisória nº 1303/2025, que foi derrubada pelo placar de 251 votos a favor e 193 contrários.

O deputado José Guimarães criticou o voto e afirmou que “quem estiver votando contra o governo não terá o apoio do Lula nos estados”.

O deputado federal Moses Rodrigues (União Brasil) também votou pela retirada da MP de pauta na Câmara. Apesar de integrar partido que faz oposição no Estado, há articulações para que o parlamentar seja candidato pela base, em uma movimentação para tentar atrair a federação União-Progressista (PP).

Atualmente, o Progressistas integra a base do governo Elmano. O União Brasil é oposição, mas tem uma forte ala governista. A disputa de bastidores é intensa.

Eunício Oliveira já foi presidente do Senado e busca retornar. O partido já definiu a candidatura como prioritária, o que deixa em segundo plano a vaga de vice-governadora, atualmente ocupada por Jade Romero.

Eunício Oliveira, deputado federal(Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados)
Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados Eunício Oliveira, deputado federal

Chiquinho Feitosa, presidente do Republicanos no Ceará, também se lançou como pré-candidato, com apoio do presidente do PSD Ceará e secretário estadual do Desenvolvimento Econômico, Domingos Filho.

O apoio do secretário vem em meio a negociações do PSD por espaços na chapa governista no Ceará em 2026. Em setembro, o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, se reuniu com o ministro Camilo Santana, Domingos Filho e com o deputado federal Domingos Neto (PSD) e pediu para a sigla ocupar espaços majoritários do bloco governista.

Em 2024, na corrida pela Prefeitura de Fortaleza, a sigla integrou a chapa com o PT e elegeu a vice-prefeita Gabriella Aguiar (PSD), filha de Domingos Filho.

Em meio a essa busca do PSD por espaço, a prefeita de Tauá, Patrícia Aguiar (PSD), esposa de Domingos, é cotada para deixar o comando do município no ano que vem para ser indicada a um dos cargos na chapa majoritária.

Também há possibilidade de que o secretário-chefe da Casa Civil do Ceará, Chagas Vieira (sem partido), seja candidato a senador em 2026. Apesar de não ter declarado oficialmente que irá concorrer, aliados apostam que o secretário seria um dos nomes do ministro Camilo Santana para o cargo.

O presidente da Assembleia Legislativa, Romeu Aldigueri (PSB), chegou a ser comentado, mas atualmente se articula para concorrer a deputado federal.

Cid Gomes, embora diga que não quer concorrer, é alvo de investidas de aliados que tentam convencê-lo e afirmam que ele estaria mais propenso a ceder.

 

 

Quem são os pré-candidatos ao Senado pelo Ceará e a cotação de cada um 

 

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